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O Artesanato constitui (constituiu) ocupação diária
intensa duma grande parte da população feminina, população
que não encontrava (encontra) outra forma de rendimento e emprego.
A importância do artesanato chamou a atenção em 1948
aos autores do projecto “Educação Familiar da Casa
do Povo” de Vila Verde, Centro Paroquial de Covide e mais tarde
também a casa do Povo de Fermentões, para o papel que as
artesãs podiam e deviam desempenhar como elementos integrantes
do projecto.
Estas associações estabeleceram relações
diversificadas com diversos organismos, os quais colaboraram activamente
na análise da situação e dos meios adequados a
um melhor aproveitamento, para os artesãos e para os concelhos,
do trabalho produzido.
Assim, se foi ganhando consciência do valor económico
e cultural que o artesanato representa como complemento de rendimentos,
e ao mesmo tempo da necessidade de criação de uma cooperativa
que comercialize no país e no estrangeiro as diversas formas
de cultura e de produção artística de alta qualidade.
A formalização só veio a acontecer em 1988 com
a Aliança Artesanal, CIPRL, de que os grupos são fundadores.
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